O projeto Araçatuba Patrimonial – Tecnologia a Serviço da Memória foi apresentado em 19 de outubro de 2026, no Museu Ferroviário Moisés Joaquim Rodrigues, em Araçatuba (SP). A iniciativa integra o inventário de imóveis de interesse histórico e cultural do município.
Desenvolvido pela Conteúdo Estratégico, o projeto foi selecionado em edital de fomento cultural de 2025 e recebe recursos do Fundo Municipal de Apoio à Cultura. Segundo a diretora do Departamento de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (DPPHAC), Araçatuba ainda não tem um inventário formal e sistematizado desses bens.
O encontro ocorreu às 14h30 e foi dirigido a agentes públicos e demais interessados. A apresentação foi conduzida por Fernanda Machado, gestora do projeto, com a participação da arquiteta Ana Laura Roma e do historiador Daniel Lima.

De acordo com Manuella Boreggio Costa dos Santos, diretora do DPPHAC, o inventário busca identificar, documentar e valorizar imóveis de interesse cultural. A metodologia e as etapas em andamento também foram apresentadas, junto a discussões sobre educação patrimonial e preservação da memória coletiva.
Apresentação detalha metodologia e objetivos do projeto
Segundo Manuella Boreggio Costa dos Santos, diretora do Departamento de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (DPPHAC), os registros do inventário poderão subsidiar políticas públicas e orientar decisões da administração municipal. A documentação também deve ampliar o conhecimento sobre os imóveis de interesse cultural de Araçatuba.
Os dados levantados poderão fundamentar futuras medidas de proteção e ações de valorização da memória coletiva, conforme a diretora. A iniciativa é apontada por ela como um avanço na estruturação da política municipal de preservação do patrimônio cultural.
A apresentação também abriu espaço para a escuta ativa de contribuições ao projeto. A proposta era reunir manifestações de agentes públicos e demais interessados, além de apresentar as etapas em andamento do inventário.
Inventário inclui três imóveis na área histórica de Araçatuba
Nesta etapa, o levantamento do Araçatuba Patrimonial abrange edificações localizadas na Área Especial de Interesse Histórico (AEIH), delimitada pelo Plano Diretor municipal. O recorte considera a localização e a tipologia dos imóveis, com possibilidade de ampliação futura para outras áreas e categorias.
Um dos bens incluídos é o Instituto de Educação Manoel Bento da Cruz (IE), escola secundária mais antiga de Araçatuba, fundada em 16 de março de 1934 como Ginásio Municipal. Em 90 anos, a instituição formou cerca de 30 mil alunos; seu nome homenageia um dos idealizadores do patrimônio de 1912 que deu origem à cidade. Com a praça Getúlio Vargas e a atual sede da Central de Polícia Judiciária, o prédio integra um conjunto cívico.
Também faz parte do inventário a sede da Central de Polícia Judiciária (CPJ) da Polícia Civil, antigo Fórum de Justiça, na rua José Pedro dos Santos. Construído na década de 1950 para abrigar a Justiça da Comarca de Araçatuba, o edifício passou a receber a Polícia Civil em meados da década de 1970 e concentra as delegacias da cidade.
O terceiro imóvel é um sobrado na praça Nove de Julho, em frente à Câmara Municipal, onde funcionou a Caixa Econômica Federal. De estilo eclético, tem fachada ornamentada, vãos sem arco e coroamento central. O prédio abrigou atividades hoteleiras e comerciais da família Cury e é apontado como exemplo da presença sírio-libanesa no comércio do centro.


